terça-feira, 9 de abril de 2019

A PSICANÁLISE

Sigmund Freud (1856-1939) foi um médico neurologista, nascido em Viena, que se propôs a investigar de forma sistemática os processos psíquicos, o que o levou à criação da Psicanálise. 

Tal empreendimento reflete o trajeto pessoal deste pensador, cujas descobertas partiram diretamente de suas vivências. Em toda sua obra, buscou descrever com rigor suas experiências, de modo a validá-las cientificamente.

A psicanálise foi construída para operar a partir da experiência do analista, em seu trabalho pessoal, mostrando-se uma prática complexa que requer, também, uma sólida base teórica. 

Sua prática não é regulamentada por nenhuma legislação oficial, já que o fazer do psicanalista se pauta na ética da experiência singular do sujeito desejante - o sujeito do inconsciente.



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Dentre os conceitos mais importantes que permeiam a teoria psicanalítica, vale citar:



Inconsciente - O inconsciente se constitui de conteúdos psíquicos não acessados pela razão, ou seja, pela consciência. Compõe-se de memórias esquecidas, experiências reprimidas, percepções subliminares, experiências afetivas, sensações, intuições, atos falhos. Trata-se de tudo que "nos escapa".



Isso - Fonte primeira de toda energia psíquica, constitui-se por pulsões e desejos inconscientes. Em interação com as demais instâncias do ser, produz conflitos, buscando sempre a satisfação.

Eu - Nessa instância, pode-se afirmar que há certa organização do sistema psíquico, que em contato direto com a realidade , atua sobre ela numa tentativa de adaptação. O eu busca mediar os impulsos instintivos do isso e as exigências do supereu.

Supereu - É herdeiro do Complexo de Édipo, formado a partir das identificações com os pais, dos quais assimila os limites, as ordens e proibições. É a consciência moral que pretende sempre controlar os impulsos inconscientes, podendo tornar-se extremamente severo muitas vezes, limitando e, até mesmo, anulando as possibilidades de escolha do eu.



Complexo de Édipo - conceitos fundamental da psicanálise, trata-se de uma fase comum e universal do desenvolvimento infantil, na qual se observa uma disputa entre a criança e o progenitor do mesmo sexo pelo amor do progenitor do sexo oposto. Período marcado por sentimentos de grande ambivalência, dependendo a boa estruturação da personalidade de sua resolução satisfatória. A escolha do objeto sexual também se dá a partir dessa fase.



MAS AFINAL, A PSICANÁLISE É OU NÃO É UMA CIÊNCIA?




OBJETO DE ESTUDO DA PSICOLOGIA



A Psicologia passou a pertencer ao campo das ciências somente no final do século 19. Incluem-se entre seus objetos de estudo o comportamento, a personalidade, a consciência e o inconsciente humanos, sendo bem diversificadas as teorias que a compõem.


Enquanto ciência ainda em construção, a Psicologia, para além do comportamento, estuda a própria subjetividade humana, não apresentando teorias prontas e acabadas. Aqui se encontra a riqueza desta ciência.

Como ser ativo, histórico e social, o homem pode ser considerado o objeto de estudo da Psicologia, que leva em conta a diversidade cultural que o envolve, num determinado tempo e espaço.

"A Psicologia colabora com o estudo da subjetividade: é essa a sua forma particular, específica de contribuição para a compreensão da totalidade da vida humana. Nossa matéria-prima, portanto, é o homem em todas as suas expressões, as visíveis (nosso comportamento) e as invisíveis (nossos sentimentos), as singulares (porque somos o que somos) e as genéricas (porque somos todos assim) — é o homem-corpo, homem-pensamento, homem-afeto, homem-ação e tudo isso está sintetizado no termo subjetividade." (BOCK, 2001)

A subjetividade, pois, é o constructo interno de todas as interações e vivências do homem no mundo. Engloba suas emoções, seus afetos, suas ideias e significados. Trata-se, mesmo, da interpretação particular daquilo que é experimentado pelo sujeito.


"A subjetividade é a maneira de sentir, pensar, fantasiar, sonhar, amar e fazer de cada um." (BOCK, 2001)


A partir de sua subjetividade, o ser humano cria para si novas possibilidades em meio aos grupos sociais aos quais pertence e traça sua individuação, transformando a sociedade em que vive e sendo transformado por ela. 



Disso se ocupa a Psicologia, enquanto ramo das Ciências Humanas, visando construir um conhecimento sobre todos os aspectos que permeiam a vida dos sujeitos, tanto em sociedade quanto em sua individualidade.



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(Fonte: BOCK, A. M. B; FURTADO, O.; TEIXEIRA, M. L. T. PSICOLOGIAS: Uma introdução ao estudo de Psicologia. 13. ed. São Paulo: Saraiva, 2001).


E antes de adentrarmos no campo da Psicanálise, vale assistir ao vídeo abaixo!