A Psicologia passou a pertencer ao campo das ciências somente no final do século 19. Incluem-se entre seus objetos de estudo o comportamento, a personalidade, a consciência e o inconsciente humanos, sendo bem diversificadas as teorias que a compõem.
Enquanto ciência ainda em construção, a Psicologia, para além do comportamento, estuda a própria subjetividade humana, não apresentando teorias prontas e acabadas. Aqui se encontra a riqueza desta ciência.
Como ser ativo, histórico e social, o homem pode ser considerado o objeto de estudo da Psicologia, que leva em conta a diversidade cultural que o envolve, num determinado tempo e espaço.
"A Psicologia colabora com o estudo da subjetividade: é essa a sua forma particular, específica de contribuição para a compreensão da totalidade da vida humana. Nossa matéria-prima, portanto, é o homem em todas as suas expressões, as visíveis (nosso comportamento) e as invisíveis (nossos sentimentos), as singulares (porque somos o que somos) e as genéricas (porque somos todos assim) — é o homem-corpo, homem-pensamento, homem-afeto, homem-ação e tudo isso está sintetizado no termo subjetividade." (BOCK, 2001)
A subjetividade, pois, é o constructo interno de todas as interações e vivências do homem no mundo. Engloba suas emoções, seus afetos, suas ideias e significados. Trata-se, mesmo, da interpretação particular daquilo que é experimentado pelo sujeito.
"A subjetividade é a maneira de sentir, pensar, fantasiar, sonhar, amar e fazer de cada um." (BOCK, 2001)
A partir de sua subjetividade, o ser humano cria para si novas possibilidades em meio aos grupos sociais aos quais pertence e traça sua individuação, transformando a sociedade em que vive e sendo transformado por ela.
Disso se ocupa a Psicologia, enquanto ramo das Ciências Humanas, visando construir um conhecimento sobre todos os aspectos que permeiam a vida dos sujeitos, tanto em sociedade quanto em sua individualidade.
(Fonte: BOCK, A. M. B; FURTADO, O.; TEIXEIRA, M. L. T. PSICOLOGIAS: Uma introdução ao estudo de Psicologia. 13. ed. São Paulo: Saraiva, 2001).
E antes de adentrarmos no campo da Psicanálise, vale assistir ao vídeo abaixo!
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