domingo, 23 de junho de 2019


EXPERIÊNCIA VIVIDA AO LONGO DO SEMESTRE NA DISCIPLINA PSICOLOGIAS


Foram inúmeras tarefas e estudos na matéria Psicologias no 2° período do curso de Psicologia do UNIS.

Começamos estudando a área cognitivo comportamental e tivemos que assistir ao filme “Laranja Mecânica” para entendermos como funciona o condicionamento na psique humana.

Também tivemos a palestra da psicóloga Viviane Oliveira B. Ponciano Mello, que pôde nos explicar seu trabalho como psicóloga na área comportamental.

Em sequência passamos para os estudos da área do Behaviorismo e Gestalt.

Também fomos agraciados com a palestra da psicóloga Nádia da Silveira Lemos Xavier que atua como psicóloga na área da Gestalt-Terapia.

Depois, tivemos a introdução na psicanálise e estudamos como Freud criou a psicanálise.

Diante do farto e importante aprendizado, o professor Janilton teve a brilhante ideia de criarmos um blog, surgindo assim o blog “O Inquietante”, onde daí se pudesse reunir nossos aprendizados de acordo com os conteúdos que nos eram passados.

Sobre todo esse conteúdo aprendido tivemos nossa primeira prova.

Após a prova, realizamos o trabalho “Pensando em Grupos” onde pudemos analisar e aprender de forma mais aprofundada as problemáticas, facilidades e subjetividade das relações virtuais via whatsapp. Esse trabalho nos proporcionou uma visão muito aprofundada da nossa era virtual e o distanciamento da forma pessoal nas relações, bem como o que isso favorece e ao mesmo tempo implica nas relações e na linguagem.

Fomos também agraciados com várias palestras, muito ricas para nosso conhecimento e visão crítica. Todas foram fantásticas, mas não posso deixar de registrar aqui em especial a palestra da Ana Bock e a Palestra sobre Inteligência Artificial e Subjetividade, da qual entendo que devemos voltar a discutir sobre tais temas, pois tão ricos são os referidos assuntos.

Estudamos as linhas existencial humanista e junguiana, áreas da qual me despertou muito interesse.
Apresentamos seminário e tivemos a oportunidade de criar um vídeo na área da psicologia ambiental entrevistando a arquiteta Jéssica Maciel e a professora de geografia Mirelle Costa.

Trata-se aqui de apenas um resumo, porém, o aprendizado foi enorme, as experiências foram extremamente importantes para a nossa formação como psicólogo.



POSSIBILIDADES DE TRABALHO NA PSICOLOGIA


A formação em psicologia propicia ao profissional atuação em várias áreas, tais como:

·Psicologia Clínica – Atende pacientes individualmente ou em grupo, analisa e trata problemas emocionais.

·Psicologia Esportiva – Acompanha atletas, preparando-os psicologicamente para competições.

· Psicologia Hospitalar – Atende pacientes que estão internados em hospitais.

·Psicologia Educacional – Auxilia alunos, pais e professores quanto a problemas de aprendizagem.

·Psicomotricidade – Auxilia pacientes na recuperação psicomotora.

·Psicologia Jurídica – Aplica conhecimentos da psicologia em assuntos relacionados ao Direito.

·Psicologia Organizacional e do Trabalho – Participa de processos de seleção de funcionários. Orienta sobre carreiras e promove relações saudáveis no ambiente de trabalho.

·Psicologia da Saúde – Busca a melhoria da saúde física e mental dos pacientes.

·Orientação Profissional – Auxilia estudantes e profissionais a identificarem seu perfil e tomarem decisões de carreira.

·Psicologia ambiental: esse ramo da psicologia busca trabalhar e estudar o comportamento humano em sua interrelação com o meio ambiente.

Insta salientar que além das áreas acima citadas, o profissional costuma utilizar uma linha de trabalho para aplicar junto aos seus pacientes ou clientes, como linha lacaniana, linha Gestalt, linha comportamental, etc.

Assim sendo, o profissional da psicologia deve ter um grande preparo para atuar com a parte emocional das pessoas, bem como estar sempre atualizado, pois, a cada dia a ciência vem explorando o cérebro e essa atuação tem sido em conjunto com psicólogos, assim fazendo a junção da biologia com a metafísica na busca de curas emocionais que vem a atingir o corpo físico.


terça-feira, 18 de junho de 2019

PSICOLOGIA AMBIENTAL


Sabe aquele trabalho que você faz com amor e dedicação e no final percebe o quanto gostou de fazer?

Então! Hahahahahaha! Porque ficou muito bom mesmo!

Um documentário produzido por nós e pela colega Potira, através do qual pudemos aprender mais sobre a Psicologia Ambiental e a importância da integração ser humano e ambiente. 

Imperdível!














domingo, 2 de junho de 2019

A LINGUAGEM E A CONSCIÊNCIA


A linguagem é instrumento fundamental no processo de apropriação do mundo pelo homem, o qual materializa e dá forma a uma das aptidões humanas: a capacidade de representar a realidade (pensamento).

Através da linguagem, o pensamento objetiva-se.

A linguagem é instrumento essencial na construção da consciência, na construção de um mundo interno, psicológico. Através dela o homem se apropria de todos os significados sociais e também atribui significados à realidade, o que permite o desenvolvimento da consciência.


No livro “Uma breve história da humanidade - Sapiens”, o escritor Yuval Noah Harari descreve uma teoria para evolução da linguagem humana:

“Uma segunda teoria concorda que nossa linguagem singular evoluiu como um meio de partilhar informações sobre o mundo. Mas as informações mais importantes que precisavam ser comunicadas eram sobre humanos, e não sobre leões e bisões. Nossa linguagem evoluiu como uma forma de fofoca. De acordo com essa teoria, o Homo Sapiens é antes de mais nada um animal social. A cooperação social é essencial para a sobrevivência e a reprodução. Não é suficiente que homens e mulheres conheçam o paradeiro de leões e bisões. É muito mais importante para eles saber quem em seu bando odeia quem, quem está dormindo com quem, quem é honesto e quem é trapaceiro.”


A FOFOCA É COISA DE GENTE EVOLUÍDA?





PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO

As novas concepções de atuação profissional que enfatizam a prevenção e a promoção de saúde fazem com que profissionais de várias áreas busquem na Psicologia do Desenvolvimento subsídios teóricos e metodológicos para sua prática profissional. São os desafios do século XXI!

O que está em questão é o desenvolvimento harmônico do indivíduo, que integra não apenas um aspecto, mas todas as dimensões do desenvolvimento humano sejam elas: biológicas, cognitivas, afetivas ou sociais. Assim, é preciso que se entenda como as questões pertinentes ao desenvolvimento humano foram tratadas no passado, como elas evoluíram para que possamos tomar decisões a respeito de perspectivas futuras.

O desenvolvimento humano envolve o estudo de variáveis afetivas, cognitivas, sociais e biológicas em todo ciclo da vida. Desta forma faz interface com diversas áreas do conhecimento como: a biologia, antropologia, sociologia, educação, medicina entre outras. Tradicionalmente o estudo do desenvolvimento humano focou o estudo da criança e do adolescente, ainda hoje muitos dos manuais de psicologia do desenvolvimento abordam apenas esta etapa da vida dos indivíduos.

Ao ampliar o escopo de estudo do desenvolvimento humano, para além da infância e adolescência, a psicologia do desenvolvimento acaba por fazer interface também com outras áreas da psicologia. Só para citar algumas áreas temos: a psicologia social, personalidade, educacional, cognitiva. Assim surge a necessidade de se delimitar esse campo de atuação, definindo o que há de específico a psicologia do desenvolvimento humano. 

Dizer que ao longo do tempo mudanças ocorrem na vida dos indivíduos não nos esclarece sobre as importantes questões que permeiam a vida humana. O tempo é apenas uma escala, não é uma variável psicológica. Portanto, é preciso entender como as condições internas e externas ao indivíduo afetam e promovem essas mudanças.

As mudanças no desenvolvimento são adaptativas, sistemáticas e organizadas, e refletem essas situações internas e externas ao indivíduo que tem que se adaptar a um mundo em que as mudanças são constantes.

Teorias contemporâneas do desenvolvimento aceitam que as mudanças são mais marcadas em períodos de transição rápida, mas mudanças ocorrem ao longo de toda a vida do indivíduo. Portanto, é preciso se ampliar o escopo do entendimento do que é o estudo do desenvolvimento humano.

Através da identificação dos fatores que afetam o desenvolvimento humano podemos pensar sobre trabalhos de intervenção mais eficazes, que levem a um desenvolvimento harmônico do indivíduo. Sendo assim, os conhecimentos gerados por essa área da psicologia trazem grandes contribuições para os trabalhos de prevenção e promoção de saúde. Aqui a concepção de saúde adquire uma perspectiva mais ampla e engloba os diversos contextos que fazem parte da vida dos indivíduos (escola, trabalho, família). 

Fonte:
MOTA, M. E. Psicologia do Desenvolvimento: uma perspectiva histórica.Temas em Psicologia — 2005, Vol. 13, nº 2, pág.105 – 111.

Confira o artigo na íntegra:



O QUE SIGNIFICA A INFÂNCIA?


A infância é uma invenção da Modernidade, sendo que sua possibilidade de emergência, conforme Ariès (1981), relaciona-se ao desenvolvimento da escrita e da escola, além de outros fatores, tais como o decréscimo da mortalidade infantil, a influência do cristianismo e as novas formas de vida familiar.

Apesar de Ariès utilizar o termo “descoberta”, ao invés de “invenção”, os seus estudos não apontam para uma noção de uma infância como etapa natural da vida dos seres humanos que, repentinamente, passa a ser percebida e valorizada, mas “como algo que vai sendo montado, criado a partir de novas formas de falar e sentir dos adultos em relação ao que fazer com as crianças” (Ghiraldelli, 2000, p. 49).

Tomar a infância como invenção, ou seja, como construção social, significa considerar o sujeito infantil como constituído nas práticas culturais e pelas mesmas, sendo que mesmo o conhecimento sobre a infância é produzido por uma determinada construção histórica e, ao mesmo tempo, produz o objeto que se propõe conhecer.
(...)

Uma afirmação corrente refere-se à ideia de que as crianças devem viver a infância e que esta é o que é, sendo necessários o respeito e a garantia de direitos considerados inerentes a essa etapa da vida. Ora, dizer que a infância é o que é e enfatizar a existência de direitos inerentes supõe estabelecer um único modo de ser criança, desconsiderando diferenças de gênero, classe social, raça, etnia, religião, nacionalidade, entre outras, ou seja, remete a uma noção de essência ou natureza infantil. 

Para discutir essa questão relativa a uma natureza infantil, utilizamo-nos das reflexões de Hannah Arendt, em seu livro A condição humana. Nesse texto, ela propõe que:


[...] tudo o que espontaneamente adentra o mundo humano, ou para ele é trazido pelo esforço humano, torna-se parte da condição humana. (...) A objetividade do mundo – o seu caráter de coisa ou objeto – e a condição humana complementam-se uma à outra; por ser uma existência condicionada, a existência humana seria impossível sem as coisas, e estas seriam um amontoado de artigos incoerentes, um não-mundo, se esses artigos não fossem condicionantes da existência humana. (1989, p. 17)


Além disso, a autora frisa que condição humana e natureza humana não são sinônimos, visto considerar que nada nos autoriza a presumir que os seres humanos sejam portadores de uma essência ou natureza, do mesmo modo que as coisas as possuem. Além disso, fundamentando-se em Santo Agostinho, coloca que conhecermos uma (suposta) essência humana seria como “pular sobre nossa própria sombra” (Arendt, 1989, p. 18), pois não podemos falar de um quem como se correspondesse a um que.

Dessa maneira, considerando essa distinção entre condição e natureza e tomando como foco as crianças, à pergunta “quem eu sou?”, a única resposta possível é: “uma criança”; à pergunta “o que sou?”, não há resposta possível. 

Portanto, pode-se dizer “eu sou uma criança”, mas o “quê” (referente a uma presumida natureza infantil) não é passível de definição. A indagação “quem eu sou?” remete à questão da identidade, a qual é estabelecida pela representação. A representação é constituída pelas práticas de significação e pelos sistemas simbólicos que produzem os significados, construindo os lugares a partir dos quais os indivíduos podem se posicionar (Woodward, 2000).

Fonte:
De que infância nos fala a psicologia do desenvolvimento? Algumas reflexões.(Betina Hillesheim, Neuza Maria de Fátima Guareschi)

Confira na íntegra o artigo: 
http://pepsic.bvsalud.org/pdf/psie/n25/v25a05.pdf



PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO IT MALIA!